segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

 Hino Lindalva de Morais.


 

Sensíveis filhos da terra
Milagrenses de ideal
Uniram-se em prol de uma causa
Obra que acresceu
Uma história cultural
 
Refrão
Antônia Lindalva de Morais
É seu nome oficial
Escola de grande porte
Chamada em tom bem forte
De colégio estadual
 
Bons mestres a recebeu
A semente cultivou
Com empenho ela cresceu
Comemoramos com orgulho
Seu argênteo jubileu
 
Refrão
Antônia Lindalva de Morais
É seu nome oficial
Escola de grande porte
Chamada em tom bem forte
De colégio estadual.

Letra de Socorro Sampaio

Música de Rogers Silva

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

FORMATURA DA E.M.T.I. DONA ANTÔNIA LINDALVA DE MORAIS 12 DE JANEIRO DE 2022

 
FORMATURA DA E.M.T.I. DONA ANTÔNIA LINDALVA DE MORAIS 12 DE JANEIRO DE 2022
 
 

 

Queridos alunos

 

Chegou o grande dia da formatura!

É tempo de celebrar os frutos mais belos de um nobre e enriquecedor processo formativo. A Escola Dona Antônia Lindalva de Morais, no ano em que comemora seus 45 anos de história a serviço da educação, sente-se orgulhosa dessa caminhada e, com vocês, compartilha o dom da conquista e da aprendizagem.

Vivemos difíceis tempos, tempos em que o estado brasileiro assumiu como política sua o sucateamento do ensino público e a transformação dos espaços de aprendizagens como o é, a Escola Dona Antônia Lindalva de Morais em lugares para experimentos cruéis das práticas econômicas e socais neoliberais, tempos em que o estado brasileiro se propõe a nivelar os filhos de trabalhadores pobres por baixo, transformando-os em técnicos alienados e mão-de-obra barata e cidadãos que se comportam como gado humanos sem consciência crítico-reflexiva dispostos apenas a dizer sim às ideologias reacionárias e extremistas do neoconservadorismo misógino, racista, homofóbico, xenófobo, intolerante, preconceituoso e violento.

Numa sociedade que celebra a violência ostensiva contra as instituições, a democracia e os direitos civis, que propõe um modelo de educação excludente, a nossa Escola Dona Antônia Lindalva de Morais, fez-se lugar de resistência. Nós que fazemos essa instituição de ensino nos orgulhamos de fazer parte de um espaço onde as aprendizagens têm se consolidado há 45 anos como forma de resistência contra a dominação imposta de cima pelas classes dominantes aos filhos dos trabalhadores pobres que nossa escola tem orgulho de educar.

Assim, queridos alunos tenham a certeza de que durante esses três anos cada um de vocês tiveram a oportunidade de estudar numa das unidades de ensino público cujo único e exclusivo interesse foi o de transformar vocês em cidadãos e pessoas preparadas para lutar pelos seus direitos e dedicar-se como cidadãos ao fortalecimento da democracia brasileira.

Queridos alunos, eu, meus colegas professores, a gestão da Escola Dona Antônia Lindalva de Morais, servidores em geral dessa instituição: os auxiliares de serviços gerais, a secretária escolar Terezinha Inácio da Silva Cruz, a auxiliar administrativo Cícera Fernanda Pereira Fernandes, enfim, todos os educadores de nossa escola, nos empenhamos para que o triênio 2020 – 2023 fosse um período de vastas aprendizagens para cada um de vocês, e acreditamos que conseguimos fazer de vocês pessoas capazes de assumir suas vidas e vivê-las com responsabilidade e solidariedade.

Queridos alunos!

Esta é, sem dúvida, uma noite especial, em que se conclui uma importante e significativa etapa da vida: o Ensino Básico. Já nos ensinou Fernando Pessoa que “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.

Reconhecemos o esforço e a dedicação de cada um durante toda a caminhada escolar, especialmente nestes três anos de tantos desafios, que vivemos. Seria impossível tentar resumir em poucas imagens ou palavras o que foi o intenso período de vivências 2020, 2021, 2022 na Escola Dona Antônia Lindalva de Morais.

As atividades destes anos não foram poucas: O maldito Ensino Remoto, as terríveis aulas online, depois o retorno gradual e as reposições da aprendizagem, finalmente o retorno completo com aulões, reforços, simulados, trabalhos, provas, recuperações, orientações acadêmica, formativa e profissional. Quantas aflições para manter ou recuperar um ano e nove meses de ensino remoto!

Mas também houve a convivência em momentos inesquecíveis, como em Quixadá, Redenção, Barbalha, Juazeiro do Norte, Crato, Exu, São José de Belmonte, o festival do caju, os jogos escolares, os momentos motivacionais no CEJA Padre Joaquim Alves e no auditório da Secretaria de Ação Social.

Com certeza, tudo isso contribuiu positivamente na formação de cada um. 2022 foi um ano intenso e único, pois, após cada atividade realizada, vocês sabiam que se aproximavam do encerramento de um rico período de convivências, aprendizagens e amizades vividas na Escola Dona Antônia Lindalva de Morais.

Hoje, vocês, celebram o dom da vida, a conquista do Ensino Médio e a sólida formação crítica e democrática recebida na Escola Dona Antônia Lindalva de Morais, que objetiva educar integralmente seus alunos, para que sejam pessoas de bem, de valor, “homens      e mulheres para e com os demais”, a serviço da democracia antirracista e da promoção da justiça e da cidadania.

A Escola Dona Antônia Lindalva de Morais educa seus alunos para que sejam cidadãos competentes, conscientes, solidários e comprometidos com a dignidade da vida e com o desejo de construir um mundo melhor, mais justo e democrático.

Hoje, todos nós estamos orgulhosos de vocês, formandos, que irão iniciar novos desafios e novas aprendizagens no Ensino Superior. Que o conhecimento lhes seja sempre propício ao crescimento pessoal, relacional e profissional. Cabe a vocês, a partir de hoje, o compromisso de zelar pelo conhecimento e pela formação adquirida.

Aos senhores pais/responsáveis, parabenizo-os por investir, incentivar e apoiar seus filhos na busca de uma educação de qualidade e excelência, marcada por valores e princípios duradouros que são a democracia, a justiça e a alteridade. Agradeço a confiança, o respeito e a parceria durante esses anos e, desejo a todos uma vida cheia de esperança, conquistas e realizações.

Para finalizar, devemos lembrar, também, que os nobres resultados humanos e acadêmicos se devem a um corpo docente qualificado, em contínua formação, que soube construir espaços propícios para o desenvolvimento das capacidades humanas e acadêmicas inerentes aos alunos. O dia de hoje, então, é resultado do árduo esforço e da dedicação dos alunos e dos professores, em sintonia com a equipe gestora e de toda a comunidade de educadores da Escola Dona Antônia Lindalva de Morais.

Nesse sentido, agradeço mais uma vez em nome dos professores e alunos da Escola Dona Antônia Lindalva de Morais a diretora Ana Maria Nunes da Silva, as coordenadora Maria de Fátima Pereira Araújo e Maria de Lourdes Gonçalves Guimarães pela gestão democrática e participativa que nos permite enquanto alunos e professores transformar a nossa escola em espaço de resistência política.

Termino recordando que a vida é um dom; é o maior presente, e que nossa tarefa é potencializá-la, protegê-la e dignificá-la para o bem, para a solidariedade e para a promoção da justiça e da paz.

Que as aprendizagens, os valores e a alegria de hoje permaneçam no coração e na vida de vocês! Parabéns, formandos e formandas! Que seus caminhos sejam iluminados pelo farol da sapiência e que cada um de vocês trilhem uma bela jornada na vida.

Vocês estarão sempre em nossos pensamentos e orações.

Um abraço especial a cada um!               Sejam Felizes!

Paz e sucesso a todos!

Carlos César Pereira de Sousa

 





quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

FESTIVAL DO CAJU 2022

 NORDESTE ARMORIAL: ARTE E POESIA NA OBRA DO BARDO DE TAPEROÁ


 

Sobre o ensino de artes nas escolas

Em linhas gerais, percebemos que todos que refletem sobre o ensino de artes fazem as mesmas considerações: o ensino de artes “não é feito do jeito certo”, os professores não possuem formação, a aula não possui nenhum elemento que seja construtivo e que traga a ideia de arte como cultura ou expressão e, por fim, quando a aula de artes é “tratada séria”, o conteúdo é tecnicista.

Vários foram os trabalhos que buscam identificar qual é a natureza deste fenômeno, a metodologia e a abordagem pedagógica que embasam tais práticas e, por fim, a famosa pergunta de “por que o ensino de artes não é valorizado? Por que o ensino de artes é abordado de forma técnica e não de forma crítica? Por que a disciplina de artes é tratada como ‘secundária’?”

Sem dúvidas, a disciplina e o ensino de artes são vistos como algo “sem importância”. E isto ocorre pelo fato de a escola ser uma instituição predominantemente conteudista e tradicionalista. O ensino de artes é colocado como secundário dentro desta lógica. No ensino tradicionalista, as disciplinas importantes são as técnicas – e não as que permitem a construção cidadã dos estudantes. Por que a escola funciona dessa forma? Ora, o ideal tradicionalista visa coibir as práticas inovadoras. Afinal, não é interessante uma escola que fomente o questionamento às estruturas rígidas do nosso sistema social, capaz de formar pessoas com pensamento crítico. A valorização do ensino de artes, então, só pode acontecer em escolas onde se adotam pedagogias alternativas ao tradicionalismo.

A concepção de artes está presente na escola como uma disciplina técnica. A disciplina de artes deve focar em ensinar técnicas de pintura, estilos, escolas e movimentos artísticos e história da arte. Neste modelo de escola, a arte está muito mais como recurso do que com o conhecimento.

Contudo, a arte está presente nos nossos dias, em todos os momentos. Está em nossa roupa, através das estampas e estilos de corte; está nos designs dos automóveis que utilizamos para nos locomover; está nas esculturas e monumentos das praças das nossas cidades; está nas pinturas dos quadros que colocamos nas salas de nossas empresas; está nos papéis de parede dos nossos celulares; está na televisão, nos filmes e nas animações que vemos; é na música que escutamos e cantamos. Se a arte está presente em todos os momentos da nossa vida, por que não está na escola?

Os objetivos da disciplina deveriam ser outros, portanto. Ana Mae Barbosa e Rejane Galvão Coutinho, em seu trabalho “Ensino da arte no Brasil: aspectos históricos e metodológicos”, falam sobre os objetivos do ensino de artes a partir de uma visão educativa para a (isto é, objetivando uma) cultura visual:

[A arte e o seu ensino, neste contexto] tem como propósito formativo proporcionar aos estudantes ferramentas para uma compreensão crítica do papel que cumprem em cada sociedade e a posição que ocupam no jogo das relações de poder. Tem como objetivo proporcionar aos estudantes os fundamentos para compreender criticamente os mundos sociais e culturais em que vivem e produzem suas relações de significados. Assim sendo, cabe perguntar: o que seria uma matriz curricular para o Ensino de arte? O que ensinar? O ensino da arte deve visar ensinar o que é cultura, desenvolver a criatividade e, por fim, a sensibilidade e o senso crítico.

A compreensão da arte, dentro do contexto da pedagogia tradicional, não se refere como saber ou campo do conhecimento, mas sim como “disciplina” voltada para o trabalho e produção. Por essa razão, nas escolas se ensinam as “técnicas de pintura” e a “história da arte” em detrimento do conhecimento sobre as maneiras de se expressar, de entender o que é expressão e de se manifestar culturalmente. Os alunos acabam por enxergar a arte como algo mecânico, com apenas o propósito de “colorir” ou “desenhar”.

Há escolas que possuem experiências alternativas ao tradicionalismo? Sim, mas todas possuem essa mesma natureza pedagógica “técnica”. Tais considerações evidenciam a falência do ensino de artes, pelo menos em nossa realidade escolar brasileira. E por incrível que pareça, várias perguntas feitas no início deste texto ficam sem respostas. Não é raro vermos o seguinte fenômeno, mesmo nas escolas não-tradicionais: o professor distribui atividades para as crianças colorirem e pintarem; também, distribuem atividades alternativas, como construções de dobraduras, pinturas de vasos etc.; ao final do ano, todas essas atividades são entregues aos pais em um portfólio. A aula de artes, em última instância, cumpre a função de propiciar a construção desses portfólios – que são tratados quase que (como) um “presente” aos pais – e uma demonstração de que a escola “funciona”.

A arte vai muito além das pinturas de quadros e desenhos: música, teatro, cinema, dança, poesia – só para citar algumas das mais populares e comuns manifestações artísticas. E o ensino de artes deve visar a emancipação, fazendo o aluno ter uma visão crítica sobre a cultura e a Indústria Cultural, ensinando a entender as mais variadas formas de comunicação, valorizando formas diferentes de visão, entre diversos outros fenômenos importantes e construtivos.

Até quando o ensino de artes será tratado dessa forma? Ao que parece, por muito tempo. Pelo menos, ninguém parece ter a vontade de fazer com que a realidade seja diferente. Cabe a nós, educadores, abordarmos a disciplina de uma outra forma: mais aberta, inclusiva, democrática, empoderadora e emancipatória.


























































































Wesley (2º C) e Dandhara (3º C) Príncipe e Princesa do Caju 2022.









José e Dandhara, Rei e Rainha do Caju 2022.














Turma vencedora do Festival do Caju 2022 (3º A) e (3º C) orientados pelo professor Carlos César Pereira de Sousa.