quarta-feira, 18 de novembro de 2020

MEU POVO PRETO DO ESTADUAL, MAIS UMA VITÓRIA DA NOSSA CAUSA POR UMA ESCOLA E UMA SOCIEDADE ANTIRRACISTA

 

Cinco projetos para trabalhar a Consciência Negra na escola





Estudantes do município de Milagres (CE) criam  projeto “Juventude Negra: Movendo Estruturas” para discutir o genocídio da população negra e exaltar a cultura afro-brasileira

No dia 20 de novembro, celebra-se o Dia Nacional da Consciência Negra. Marcada pela morte de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra contra a escravidão, a data ressalta a importância da luta contra a discriminação racial e, também, da reflexão sobre os lugares ocupados pelas pessoas negras em nossa sociedade.

Por isso, o programa Criativos da Escola apresenta cinco projetos inspiradores de alunos do ensino fundamental e médio estão combatendo o racismo, valorizando a cultura negra e contribuindo com ações antirracistas na prática.

Um desses projetos foi protagonizado por um grupo de estudantes do 2° e 3° ano do ensino médio da Escola Municipal Dona Antônia Lindalva de Morais, do município de Milagres (CE). Ao refletirem sobre o aumento constante da violência contra a população negra no Brasil, os adolescentes criaram a iniciativa Juventude Negra: Movendo Estruturas. O projeto recebeu menção honrosa na quinta edição do Desafio Criativos da Escola.

Durante as aulas de Formação para a Cidadania, os estudantes foram incentivados a debaterem sobre o crescimento do racismo e da violência contra o jovem negro e a mulher negra no Brasil.  Foi aí que nasceu a iniciativa.

O grupo refletiu sobre a condição das pessoas negras no país e passou a fazer uma pesquisa mais aprofundada das bibliografias que discutem sobre a população afro-brasileira.

Depois das leituras, os alunos aplicaram um questionário para compreenderem a diversidade étnica na escola e também, para conhecerem quem eram estudantes negros da instituição. A partir disso, os alunos passaram a desenvolver uma série de ações que abordavam a cultura, a história e a realidade negra do Brasil.


Estudantes do projeto Juventude Negra: Movendo Estruturas em ação de valorização da cultura negra – Foto: Divulgação

Entre elas, estavam o seminário “Vidas Negras Importam!”, a oficina de direitos humanos “Todos os mortos eram bandidos: genocídio ou extermínio do povo negro no Brasil?”.  E, por fim,  realizaram o café filosófico “Somos muitos, somos milhões, somos aqueles silenciados: o que é cidadania negra no Brasil?”. 

A iniciativa ajudou os alunos negros a assumirem suas identidades, reconhecendo-se e admirando-se. A escola passou a incluir conteúdos sobre a História da Cultura Afro-brasileira e Africana em todas as disciplinas, conforme determina a Lei Federal 10.639/2003

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Alunos apresentam trabalho sobre Angola – Foto: Divulgação

 

Confira abaixo, mais mais quatro projetos criados por alunos que tratam da valorização da cultura negra  e do combate ao racismo.

As iniciativas também foram destaques na última edição do Desafio Criativos da Escola:

A Comunidade Quilombola de Opalma em Pauta: estudantes do município de Cachoeira (BA) se incomodam com a falta de notícias sobre a realidade do Quilombo de Opalma. Para mudar essa situação, criam uma ferramenta online para compartilhar acontecimentos da região com a população. 


Estudantes do projeto A Comunidade Quilombola de Opalma em Pauta – Foto: Divulgação

Potere: O lugar da mulher negra no Colégio Pedro II: estudantes da cidade do Rio de Janeiro (RJ) registram o dia a dia das mulheres negras da escola, por meio de processos artísticos audiovisuais. Iniciativa nasceu depois de uma série de debates sobre racismo estrutural e as desigualdades de gênero na escola.


Estudantes do projeto Potere falam sobre a mulher negra – Foto: Divulgação

Mais Amor Menos Guerra: estudantes de São Bernardo do Campo (SP) realizam atividades de contação de histórias em creches e oficinas de bonecas negras Abayomi para abordar a diversidade racial e a importância do respeito. Iniciativa tem como objetivo combater a violência e propagar o amor no território em que vivem.

Afroativos: solte o cabelo, prenda o preconceito: ao perceberem o desconforto de crianças negras com o seu cabelo, alunos da cidade de Porto Alegre (RS) passam a refletir sobre a intolerância, o preconceito e o racismo. Para mudar este cenário, eles decidem promover oficinas, formações e palestras sobre educação antirracista na escola. 


Afroativos: solte o cabelo, prenda o preconceito – Foto: Divulgação

Em 12 de novembro, 2020   /   Notícias   /   Deixe um comentário

 

DIA 20 DE NOVEMBRO, DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA




Em tempos de um amor sem cor, 

E onde a paz não veste branco, 

O sentimento é incolor, 

E o preto ainda causa espanto. 


Tanto quanto o que se fere, 

E o que esconde nas pessoas, 

Desde quando eram crianças, 

Quando ainda eram boas. 


Violência contra o negro, 

Ainda é um caso sério, 

Deixando o preto sem saída, 

E o sofrimento a seu critério. 


A consciência negra, 

Tem cor de muita luta, 

De um povo forte e guerreiro, 

Que não foge da labuta. 


Tem a cor do sofrimento, 

Dos injustos julgamentos, 

E do preconceito velado.

Tem a cor de quem sofreu, 

Que sofre, mas aprendeu, 

A jamais ficar calado. 


Talvez consciência negra, 

Tem a cor de igualdade, 

De Mandela e de outros reis, 

Que só deixaram saudades.

TAINÁ LAVOR - PROFESSORA DE QUÍMICA

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - POR UMA ESCOLA ANTIRRACISTA!


A luta contra o racismo começa na sala de aula e vai às ruas do país inteiro

Resistência Negra contra o racismo é a bandeira de luta de todo o povo brasileiro!

País consciente é país sem racismo!

Mestre Doca Zacarias e seus Pretinhos de Congo nas ruas de Milagres na década de 1950, fotografia histórica do início do reinado de Mestre Doca.

Guardiães da ancestralidade africana os Congos de Milagres é o maior patrimônio cultural negro do Ceará e uma das mais importantes marcas da história e da cultura africana e afro-brasileira do Brasil.

Desfile dos Congos na cidade de Milagres - Patrimônio da Cultura Mundial

Nessa fotografia da década de 1950 vemos Mestre Doca Zacarias comandando seu Reinado de Congo

 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

GRUPO DE VALORIZAÇÃO NEGRA DO CARIRI COMEMORA DUAS DÉCADAS DE RESISTÊNCIA

 


Pâmela Queiroz 

 

O Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec) completou 20 anos nessa terça-feira (21/4). O coletivo é instrumento de importantes movimentações ligadas ao combate à discriminação, ao preconceito e ao racismo no interior do Ceará.

Tudo começou em 2000, após Luciano Carvalho, Verônica Carvalho, Maria Eliana de Lima, Adriano Almeida, Janaina Costa, Zildene Pereira, Risomar Alves, Charles Farias e Cícero Erivaldo refletirem sobre a realidade da negritude brasileira e cearense. A discussão teve como pano de fundo a Conferência de Durban, promovida naquele período pela Organização das Nações Unidas (ONU) contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e formas correlatas de intolerância.

A conversa impulsionou os indivíduos a transformar lutas individuais em ação coletiva. E, assim, eles fundaram a organização que naquele momento pretendia responder a duas perguntas: existem negros no Ceará? Quais contribuições esses negros deixaram para o nosso território?

Segundo Valéria Carvalho, educadora popular e membro do grupo, a data de fundação do Grunec (21 de abril) não foi escolhida à toa, pois “enquanto o Brasil celebra um “herói” nacional nós celebramos o nosso verdadeiro herói que é Zumbi dos Palmares”. Para a ativista, ao longo das duas décadas, o grupo se pautou na “busca da dignidade que vem a partir do conhecimento da nossa história.”

Desde 2000, a organização já desenvolveu inúmeras atividades relevantes. Ações como o mapeamento das comunidades negras e quilombolas do Cariri cearense, que colocou essas regiões oficialmente no mapa do Estado.

Além disso, o Grunec contribui há dez anos com a construção da caminhada contra a intolerância religiosa realizada anualmente em Juazeiro do Norte e foi pedra angular para a realização da Marcha das Mulheres Negras do Cariri, realizada em 2015.

Hoje, o grupo tem proposto e atuado em questões ligadas à educação, saúde, mulheres negras, convivência com o semiárido e juventudes negras. E tem se dedicado a ações de acolhimento e integração de imigrantes venezuelanos que chegam à Região.

Nos últimos anos, muitos jovens têm se aproximado do Grunec, o que aponta uma renovação e ampliação das proposições de luta da organização. A estudante Maria Raiane, 21, faz parte da juventude do grupo há quatro anos e se aproximou da organização num momento delicado da vida.

“Eu estava na sala de aula me sentindo mal, com bastante vontade de chorar, enquanto no Grunec estava acontecendo uma oficina de turbante. Eu saí da aula e fui pra sede do Grunec participar da oficina. No momento de partilha, pela primeira vez, eu me senti ouvida; eu me reconheci naquelas pessoas. Desde então, nunca mais abri mão de construir esse movimento.”

Raiane completa que a luta encabeçada pelo Grunec é fundamental tendo em vista que o Cariri é composto majoritariamente por afro-quilombolas e afro-indígenas. “Eu reconheci que a luta pela negritude não é só por mim, mas por todas as pessoas que moram num estado como o Ceará, que historicamente nega a existência das pessoas negras”, pontua a jovem.

O Grunec consegue unir gerações, pessoas negras sexagenárias e juventude que, apesar das diferenças e de todas as dores marcadas na pele, enxergam beleza na vida. Segundo Valéria, a maior beleza do povo negro caririense é a existência coletiva e partilha contínua. Raiane, por sua vez, destaca que conheceu o amor de estar numa organização na qual acredita, junto de pessoas que consideram importante a sua vivência.

Nesse contexto, uma palavra compartilhada constantemente por vários integrantes do Grunec é “AmorAção”, que é entendido como fórmula fundamental para o ajuntamento de forças na construção de um novo amanhã para a negritude cearense. Por isso, há 20 anos os corações pretos caririenses bradam: vida longa ao Grunec!












 Fonte das imagens: Buscador google.

Muito além dos estereótipos: obras de arte que retratam negros ao longo dos séculos.


A arte não começou a retratar pessoas negras hoje. Durante séculos, pinturas traçavam homens e mulheres negros como eles realmente são, sem se limitar aos estereótipos. Agora, um perfil no Instagram busca resgatar essas histórias.

O Centuries of Black People in Art publicou sua primeira imagem no dia 28 de maio deste ano, dias após o assassinato de George Floyd, um homem negro, por um policial branco nos Estados Unidos. A brutalidade do caso desencadeou uma onda de protestos contra o racismo em todo o mundo.

Elas mostram que a arte nunca deixou de representar pessoas negras, mesmo que essas pinturas não tenham recebido a mesma atenção do que aquelas que mostravam brancos.

Entre as imagens, há retratos de personagens negros que já ocupavam posições mais altas na escala social, como o deputado haitiano J. B. Belley, pintado por Anne-Louis Girodet de Roussy-Trioson por volta de 1797 (imagem abaixo).

Em uma das criações, vemos uma mulher negra como pintora, traçando um retrato da Rainha Maria Anna de Austria, o que lembra que as pessoas negras não estavam apenas na mira dos pincéis, mas também criavam suas próprias obras de arte. A legenda da foto indica que o quadro trata-se da criação de um artista brasileiro desconhecido, pintado no início do século 18.

























Fonte das imagens: Buscador google.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Mestre Doca Zacarias

 

    Raimundo Zacarias, natural de Milagres, há aproximadamente sete décadas, dedica-se à atividade da congada. Destaca-se por seu rico acervo folclórico local e por manter viva a história bicentenária do Grupo de Congo do município.

    Folguedo remanescente das festas de coroação de Reis negros, que incluem além do cortejo e da coroação, a rememoração de batalhas, brincadeiras e a devoção a N. S. do Rosário. Os “Congos”, é uma tradição secular, originada dos negros escravos e levados para trabalhar em fazendas de cana-de-açúcar no Município de Barbalha. Todos os anos, em Rosário, no mês de outubro, época que se comemora a Festa de Nossa Senhora do Rosário (Padroeira do Distrito), um grupo de pessoas reúnem-se para fazer a seu modo, homenagem à Padroeira.

    Para ingressar nos Congos como brincantes há duas maneiras: a mais costumeira é através de promessa, a pessoa faz uma promessa a Nossa Senhora do Rosário e, se alcançada a graça, ela agradece com devoção dos Congos, isto é, tomando parte dele pelo resto da vida. Neste caso, a pessoa comunica ao Mestre o motivo e ele permite a participação, mesmo que não se trate de um bom dançador, a outra maneira, é ter interesse, ser disciplinada, dedicada e aprender nos ensaios os passos e movimentos da dança e a cantar as peças. Há casos de brincantes que mesmo após anos de ensaio, não conseguem dançar ou cantar de acordo com o que o Mestre considerava satisfatório.

    Doca Zacarias comanda o grupo desde 1949, essa liderança vem de seu bisavô que passou para o filho, pai do Mestre Doca, que passou para ele, que explica: “A minha promessa foi a seguinte: Era do meu pai e antes de morrer, pediu pra eu ficar até o fim da minha vida pagando aquela promessa pra Nossa Senhora do Rosário.” A promessa é pra brincar o dia todo andando a pé e sem quase comer.

    Mestre Doca Zacarias se distingue por seu rico acervo folclórico local e por manter acesa a história bicentenária do Grupo de Congo do Município.

    Por iniciativa do Vereador Ivan Rodrigues, a Câmara Municipal de Milagres aprovou por unanimidade, o projeto de lei 01/2018 que denomina o ano de 2019 como o ano de Doca Zacarias, reconhecendo e importância do Mestre como símbolo cultural municipal e nacional.











Fonte das imagens: Todas retiradas do buscador Google.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Projeto LINDALVA DE MORAIS - Contando uma história da Escola

Letra do hino da escola - Socorro Sampaio       

Hino da escola - Letra: Socorro Sampaio / Música: Roger's Silva      

  Este projeto é uma iniciativa de estudantes da Escola, que manifestaram o interesse de conhecer a história da E.E.M. Dona Antônia Lindalva de Morais. 

Projeto Lindalva

             Um dos frutos do nosso trabalho foi localizar os dois jornais que foram publicados respectivamente nos aniversários de 25 anos e 30 anos da escola e a partir dos mesmos aprender sobre a mesma e buscar mais informações. Resolvemos tornar públicos os mesmos a partir desse mecanismo de divulgação de informação.

JORNAIS

             Com a comemoração dos 40 anos da escola o projeto propôs uma nova edição do jornal "PERFIL DO ESTADUAL" que contou com o apoio da direção e de outras pessoas da comunidade envolvidas diretamente com a história da escola e de muitos patrocinadores da comunidade que confiaram neste empreendimento. Que também disponibilizamos a seguir.



NOVO JORNAL - 2018